Rosa Mota, antiga campeã olímpica, recebeu esta segunda-feira, em Lisboa, o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho 2025, distinção que reconhece personalidades o excecional mérito e projeção internacional na promoção dos valores da portugalidade. Ilídio Pinho foi, seguidamente, homenageado com a Medalha Municipal de Mérito Cultural de Lisboa.
Ao receber a distinção, Rosa Mota afirmou sentir-se "verdadeiramente sensibilizada, honrada e vaidosa" por suceder a José Tolentino de Mendonça, Álvaro Siza Vieira e António Ramalho Eanes, tornando-se a primeira mulher a receber o prémio. A atleta evocou, ainda, a ligação às comunidades portuguesas emigrantes, recordando o apoio recebido ao longo da carreira em vários países. "Onde quer que eu vá, sei que levo um pouco de Portugal comigo", afirmou.
Para Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), o contributo da atleta foi decisivo para a afirmação internacional do país e para a emancipação das mulheres no desporto, considerando que Rosa Mota "abriu caminho, mostrou que era possível" e continua a inspirar sucessivas gerações de portugueses.
Criado em 2022, o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho distingue anualmente personalidades nacionais vivas de elevado mérito e impacto internacional, contando com o Alto Patrocínio do Presidente da República.
Rosa Mota conquistou a medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, depois de ter alcançado o bronze em Los Angeles, em 1984. Foi ainda campeã do mundo e tricampeã europeia da maratona, sendo considerada uma das maiores figuras da história do desporto português.
Ilídio Pinho: Um percurso de mecenato, ciência e cultura
Ilídio Pinho, empresário, mecenas e uma das referências nacionais no apoio à cultura científica, recebeu a medalha municipal de Mérito Cultural de Lisboa. A homenagem reconhece um percurso dedicado à valorização da arte portuguesa, à educação e ao conhecimento, com impacto na comunidade educativa e cultural de Lisboa.
“A presença da sua coleção e as iniciativas culturais da sua Fundação em instituições com sede em Lisboa, contribuiu inquestionavelmente para a aproximação dos lisboetas à criação artística contemporânea portuguesa e para o reforço da inserção da cidade nas várias redes de fruição, de reflexão e de valorização cultural”, salienta a proposta aprovada pela CML.
Na cerimónia, Carlos Moedas destacou o papel da Fundação Ilídio Pinho na valorização do conhecimento e da cultura científica, ao sublinhar que este trabalho não se limita a "apoiar a ciência", mas ajuda a deixar o país "mais preparado para o mundo que ainda está a vir".
Para o autarca, esta visão traduz uma aposta duradoura na educação, na investigação e na inovação como motores de desenvolvimento humano, social e cultural.
Fonte/Foto: CM Lisboa