Pela primeira vez desde 2009, o Partido Socialista perdeu câmaras - incluindo Lisboa, Coimbra, Funchal, Figueira da Foz e Barcelos.
Depois de uma longa noite eleitoral, onde os resultados em Lisboa, Loures, Figueira da Foz foram decididos à última da hora, por curta margem, os votos estão contados nos 308 municípios do país.
O PS vence e leva novamente o prémio de mais câmaras municipais, mas nem tudo foi cor de rosa e somou também algumas derrotas, nalguns casos
"inesperadas" e "frustrantes", como foi assumido por António Costa na capital
No total, o PS conquistou 148 câmaras, um valor aquém do resultado histórico alcançado nas eleições autárquicas de 2017.
Há quatro anos, o PS atingiu o seu melhor resultado de sempre em autárquicas, com 159 câmaras (mais duas em coligação). Perdeu agora 12 câmaras, inclusive a autarquia do
Funchal que governava em coligação com vários partidos da esquerda.
Choque e surpresa em Lisboa
Mas a notícia da noite em termos políticos e para o futuro do PS nacional é a
derrota inesperada e chocante em Lisboa para a coligação de direita de Carlos Moedas, contra todas as sondagens e previsões e com direito a um discurso abalado de
Fernando Medina.
Os socialistas saíram também da presidência da câmara da Figueira da Foz,
que vai para o independente Pedro Santana Lopes. O antigo primeiro-ministro começou a noite aos abraços, viu o PS a passar-lhe à frente e terminou com uma vitória e com um "resultado extraordinário".
E em
Coimbra, a coligação de direita liderada pelo PSD e por José Manuel Silva, ex-bastonário da Ordem dos Médicos e nome escolhido a dedo por Rui Rio, também conquistou o município do presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses,
Manuel Machado.
No que toca ao número de maiorias absolutas, o Partido Socialista caiu de 140 em 2017 para 123 este ano (com 99,58% dos votos apurados).