2026/05/22
A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, na sequência da operação policial “Almocreve”, desenvolvida no passado dia 11 março, deteve, dia 21 de maio, mais um suspeito da prática de crimes de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada, falsidade informática e falsificação de documentos agravada, estando em causa movimentos financeiros ilícitos na ordem dos 30 milhões de euros.
A detenção ocorreu no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, onde o suspeito foi interpelado pelas 11h30, à saída da aeronave em que seguia.
Na sequência da detenção, foram realizadas buscas domiciliárias, nas quais foram localizados e apreendidos diversos objetos e documentação com interesse probatório para a investigação em curso, divulga a Polícia Judiciária.
A investigação incide sobre uma organização criminosa de caráter transnacional, dedicada à constituição de sociedades comerciais, abertura de contas bancárias e criação de circuitos financeiros destinados à colocação, circulação e dissimulação de fundos de proveniência ilícita, maioritariamente associados a burlas praticadas em diversos países europeus.
No âmbito desta investigação, foram já efetuadas 24 detenções, 16 das quais em território nacional, no decurso da operação policial “Almocreve”.
Posteriormente, foram concretizadas mais sete detenções, duas em território nacional, uma no Reino Unido, em cumprimento de um mandado de detenção internacional, duas em Espanha, uma em França e uma outra em Itália, estas no âmbito da execução de mandados de detenção europeus.
O detido, cidadão estrangeiro, foi presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e foram-lhe determinadas as seguintes medidas de coação: obrigação de não contactar, por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa, com os restantes arguidos e testemunhas do processo; proibição de se ausentar do país, com entrega do passaporte nos autos; obrigação de apresentações periódicas, duas vezes por semana, no posto policial da área de residência; prestação de caução no valor de 200 mil euros.
A investigação prossegue em estreita articulação com autoridades judiciárias e policiais nacionais e internacionais.
O inquérito é titulado pelo DIAP Regional do Porto.